Reserva de ouro do Brasil cresce 33% após 4 anos sem compras e país passa a ter 172 toneladas em montante
Banco Central adquiriu cerca de 43 toneladas em apenas três meses de 2025; estoque permaneceu em 172,4 toneladas no início de 2026.
O Brasil passou quatro anos sem aumentar sua reserva de ouro. Então, em apenas três meses de 2025, o Banco Central voltou ao mercado e acrescentou cerca de 43 toneladas do metal ao patrimônio mantido como parte das reservas internacionais do país.
Entre setembro e novembro, o estoque saltou de aproximadamente 129,6 para 172,4 toneladas, uma alta de 33%. Dados mais recentes do World Gold Council mostram que esse volume permaneceu praticamente inalterado ao menos até março de 2026.
A mudança chama atenção porque o ouro vinha sem novas aquisições desde 2021. Em setembro de 2025, o Brasil comprou cerca de 15 toneladas e voltou ao mercado justamente em um período de valorização do metal e de maior procura por ouro entre bancos centrais.
O movimento continuou nos dois meses seguintes. Segundo o World Gold Council, somente em novembro o Banco Central acrescentou aproximadamente 11 toneladas, completando três meses consecutivos de compras e levando o estoque para perto das atuais 172 toneladas.
O efeito apareceu também no valor financeiro. Dados compilados pelo Poder360 indicam que as reservas brasileiras em ouro passaram de US$ 11,7 bilhões em janeiro para US$ 23,3 bilhões em novembro de 2025, avanço de quase 100%.
Fonte: correio24horas
