USDA surpreende com safra de milho superior a 425 milhões de t e ao reduzir oferta de soja

O novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) foi reportado nesta terça-feira (12) e mexeu com mo mercado de grãos. O reporte trouxe produtividades maiores de soja e milho dos EUA, aumento dos estoques do cereal e diminuição da oleaginosa, além de reduzir a produção de soja e aumentar a de milho. 

MILHO EUA

Os números do milho surpreenderam o mercado de forma muito agressiva, já que o USDA revisou seu número de 398,93 para 425,26 milhões de toneladas. O aumento muito intenso da estimativa se deu com uma produtividade também esperada bem mais alta. O rendimento do cereal saltou de 189,35 para 197,51 sacas por hectare. 

As áreas plantada e colhida de milho também subiram. O boletim trouxe números respectivos de 97,3 e 88,7 milhões de acres, contra 95,2 e 86,8 milhões do boletim do mês anterior. 

Os números do milho superaram todas as expectativas do mercado. Os estoques finais foram estimados pelo USDA em 53,77 milhões de toneladas – também bem acima do intervalo esperado – e muito maiores do que os do reporte de julho, os quais vinham sendo esperados em 42,17 milhões. 

O USDA trouxe também um aumento expressivo em sua projeção para as exportações de milho dos EUA, de 67,95 para 73,03 milhões de toneladas. 

Com todo este aumento na safra norte-americana, a safra global de milho 2025/26 também foi revisada para cima, e passou de 1263,66 bilhão para 1288,58 bilhão de toneladas. Os estoques finais mundiais passaram de 272,08 para 282,54 milhões de toneladas. 

O USDA estima que o Brasil produza 131 milhões de toneladas e exporte 43 milhões. Para a Argentina, a safra esperada é de 53 milhões e as exportações de 37 milhões. O departamento elevou ainda sua estimativa para a produção ucraniana de milho de 30,5 para 32 milhões de toneladas e as exportações de 24 para 25,5 milhões. 

Fonte: noticiasagricolas