Produção brasileira de soja deve bater novo recorde em 2026
O ritmo da colheita não é o mesmo em todas as regiões produtoras do país. Primeiro, porque o trabalho só começa se a soja estiver no ponto ideal, e ainda há lavouras na fase de enchimento dos grãos. E mesmo que ela já esteja com as folhas amarelas, pronta para ser colhida, tem mais um critério que o produtor leva em conta antes de colocar as máquinas no campo: os grãos não podem estar úmidos.
Segundo a Conab, quase 25% das lavouras de soja foram colhidas no país. No mesmo período de 2025, eram cerca de 30%. A companhia de abastecimento estima uma safra recorde com 177 milhões de toneladas, quase 4% a mais que na safra passada.
“Mais soja é, principalmente, internamente, mais farelo de soja e mais óleo de soja. O óleo de soja é a base do biocombustível. E aí você tem uma produção maior de biocombustível, que é favorável aos preços, principalmente refletindo no transporte. No farelo, a gente vai para a alimentação animal: aves, suínos, bovinos. Ou seja, transforma o custo de produção desse pecuarista em um custo menor. Isso vai chegar diretamente na mesa da dona de casa”, afirma Leonardo Machado, analista de mercado agrícola. “Nós já estamos esperando 85 sacas por hectare, que é bem acima da média e com uma produção muito boa. Se pegar um preço um pouquinho melhor, salvou a lavoura de novo”.
