Porto do Açu ganha destaque no agronegócio do Centro-Oeste com rota inédita, espera reduzida de 60 para 3 dias e meta de triplicar produção de grãos em 2 anos

No Porto do Açu, da Prumo Logística, há uma rota nova para exportar grãos do Centro-Oeste do Brasil. O Porto do Açu está se tornando uma alternativa frente a Santos e Paranaguá. A empresa planeja triplicar o volume de grãos em 2 anos e tempo de espera reduzido. Investimento de R$ 100 milhões em cais para grãos.

Quando se fala em escoar grãos do Centro-Oeste, aparece sempre a imagem de estradas longas, caminhões e portos bastante cheios. Mas o Porto do Açu, da Prumo Logística, está abrindo uma alternativa que parecia improvável: receber milho do Mato Grosso com espera muito menor do que em portos tradicionais.

Essa novidade mexe com quem trabalha no agronegócio, com quem planta, transporta ou exporta, porque pode mudar parte do jogo. É uma pista de que há mais caminhos para o produtor, para quem cuida do custo de transporte e para quem depende da logística para ganhar competitividade.

Porto do Açu está operando exportações de grãos que vêm do Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. Pela primeira vez, no início de setembro, chegou uma carga de 25 mil toneladas de milho não transgênico do Mato Grosso.

Tradicionalmente, Santos (SP) e Paranaguá (PR) levavam a maioria dos grãos. Porto do Açu não costumava entrar nesse jogo pesado de grãos.

A Prumo Logística, dona do Porto do Açu, percebeu que pode usar parte de sua estrutura para isso. Um exemplo: o tempo de espera para os navios atracarem. Em alguns portos, pode ser até sessenta dias. No Porto do Açu, a espera foi de três dias para essa carga do Mato Grosso. Isso pesa bastante no custo final do produto.

O volume de grãos movimentado pelo Porto do Açu ainda é pequeno: quase um milhão de toneladas. Esse número é próximo de 1 % das cargas totais do complexo portuário. Apesar disso, há planos para triplicar esse volume a cerca de 3 milhões de toneladas dentro de dois anos.

Também há projeção de chegar a 12 milhões a 15 milhões de toneladas por ano quando a ferrovia EF-118 estiver pronta. A ferrovia está em fase de projeto junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A expectativa é leiloar a concessão até o fim deste ano e, depois de construída, que leve pelo menos quatro anos.

Fonte: clickpetroleoegas