‘Barra mais alta’: Itaú aposta em corte da Selic em janeiro, mas condiciona início imediato a dois fatores

Itaú manteve a projeção de início da flexibilização da Selic em janeiro de 2026, em sua revisão de cenário divulgada nesta quarta-feira (17), apesar de reconhecer uma barra mais alta para o corte de juros após a última comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom).

O economista-chefe do banco, Mario Mesquita, afirma que, para que esse movimento se concretize, será necessária, no entanto, uma apreciação do real frente aos patamares atuais ou uma melhora adicional do conjunto de dados.

Segundo Mesquita, o Copom segue ganhando confiança de que a estratégia atual está produzindo resultados. “O cenário evoluiu de forma favorável ao longo dos últimos meses, com sinais de desaceleração da atividade, incipientes de desaquecimento do mercado de trabalho e melhora qualitativa da inflação”, afirma.

Nesse contexto, as projeções de inflação para o horizonte relevante, o segundo trimestre de 2027, recuaram para 3,2%, ante 3,3% na reunião de novembro, aproximando-se da meta.

Ainda assim, a avaliação é de que a autoridade monetária mantenha uma postura cautelosa. “A comunicação recente indica um Banco Central cauteloso, sem pressa para iniciar a flexibilização e mantendo postura dependente dos dados”, diz.

egundo ele, essa sinalização “estabelece uma barra mais alta para o início de cortes em janeiro”.

A instituição projeta um ciclo de afrouxamento monetário de 2,25 pontos percentuais em 2026, levando a Selic para 12,75% ao ano, mesmo que o início do ciclo seja postergado para março. Para 2027, a projeção para a taxa é de 11,75%.

Fonte: moneytimes