A fazenda mais rentável do Brasil revela por que cada boi vale mais, rende mais e gira mais rápido
Quando uma propriedade comum de Campestre, no Sul de Minas, pega o título de campeã em rentabilidade em um grande benchmarking nacional, o rótulo de fazenda mais rentável do Brasil deixa de ser elogio vazio e vira estudo de caso. Na Fazenda Cigana, cada boi entra, engorda e sai em giro curto, com número na planilha e justificativa no solo, no cocho e na sala de reuniões.
Nada ali nasceu pronto. Em uma região historicamente cafeicultora, a área que hoje abriga confinamento, TIP, integração lavoura-pecuária, armazém de grãos, pátio de compostagem e usina solar era, até 15 anos atrás, apenas uma fazenda de café. Degrau por degrau, a família transformou a estrutura em um sistema integrado em que cada real investido precisa voltar em arroba, giro e caixa, condição básica para sustentar o título de fazenda mais rentável do Brasil ao longo das safras. A fazenda mais rentável do Brasil é a Fazenda Cigana, em Campestre, Sul de Minas Gerais.
O comando está nas mãos da família, com a zootecnista Ana Paula à frente da gestão técnica e financeira, lado a lado com o pai, que iniciou a migração do café para a pecuária.
Ali, a “fazenda campeã” não se apoia em uma única fórmula mágica.
A base é um tripé claro: estrutura produtiva bem montada, solo fértil em evolução constante e gestão de indicadores em tempo real.
O título de top 1 em rentabilidade nasce da combinação de sistemas como TIP, confinamento, integração lavoura-pecuária e compostagem, todos pensados para aumentar faturamento sem perder controle de custo por cabeça, por arroba e por hectare.
Na prática, o que torna a fazenda mais rentável do Brasil diferente é o jeito como ela encurta o caminho do boi até o frigorífico.
Em vez de depender só do confinamento clássico, a Cigana estruturou um sistema de TIP bem planejada, com pasto apontado para o cocho, para engorda final a pasto com ração complementar.
Os animais entram na TIP já mais pesados, em torno de 420 a 450 kg, e a meta é clara: boi entra na TIP para sair gordo direto para o frigorífico, não como etapa de transição.
O pasto fornece a base de volumoso, e no cocho entra uma dieta simples e objetiva, com milho moído, farelo de amendoim, núcleo e ureia, sem necessidade de silagem específica para esse sistema.
Esse formato permite que a fazenda, que confina no inverno de maio a novembro, mantenha faturamento também no verão, usando a TIP como segundo motor de receita.
O resultado é um fluxo de caixa menos sazonal e um giro de boi mais constante ao longo do ano, peça central para qualquer fazenda que queira se aproximar da fazenda mais rentável do Brasil em desempenho financeiro.
Na Cigana, a capacidade estática gira em torno de 1.800 animais, com ciclos curtos de 90 a 100 dias, o que garante vários giros por ano na mesma estrutura.
O foco é terminar tanto gado nelore quanto cruzado típico da região, sem exigência de genética “de catálogo”, mas com desempenho bem medido.
A dieta é clássica de confinamento: silagem de milho feita na própria fazenda, farelo de amendoim da região, grão úmido de milho, núcleo mineral e ureia.
O objetivo não é inventar ração sofisticada, e sim controlar custo de matéria seca por arroba produzida.
Os resultados médios relatados ficam na faixa de 1,5 kg de ganho de peso vivo por dia, com ganho de carcaça próximo de 1 kg/dia, números que ajudam a sustentar margens mesmo em mercados apertados.
Fonte: clickpetroleoegas
