Deflação de alimentos ganha força em julho e IPCA em 12 meses volta a ficar abaixo da meta

Os preços de alimentos aprofundaram sua queda em julho e compensaram a alta da energia elétrica, ajudando a inflação no Brasil a registrar pouca variação no mês e a levar a taxa em 12 meses de volta para abaixo do teto da meta depois de dois meses acima da marca.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve em julho variação positiva de 0,07%, ante 0,16% no mês anterior e contra expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,03%. Esse é o resultado mais fraco para meses de julho desde 2022 (-0,68).

Os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que a taxa em 12 meses passou a uma alta de 4,44%, contra 4,64% em junho e expectativa de 4,40%.

A meta contínua para a inflação é de 3,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

“O balanço qualitativo pouco pior na margem não invalida a leitura de melhora da inflação no curto prazo, mas deve reduzir o ímpeto de otimismo em torno das recentes revisões baixistas para o IPCA de 2026”, disse Leonardo Costa, economista do ASA, destacando uma aceleração do núcleo de serviços na comparação mensal.

Em julho, os preços de Alimentação e bebidas tiveram queda de 0,67%, acelerando o ritmo de deflação após queda de 0,24% no mês anterior.

Fonte: br.investing