Agronegócio bate recorde de empregos no Brasil com crescimento de vagas fora do campo

O agronegócio bateu recorde de empregos no Brasil e as oportunidades de trabalho vão muito além das fazendas do interior do país.

É quase que automático: para muita gente, quando se fala em agronegócio, vem logo uma fazenda na cabeça.

Mas o agro não está só dentro da porteira. A alta produtividade no campo também passa pelas estradas e pelos escritórios da maior cidade do país.

Em uma empresa de tecnologia voltada para o agro, em São Paulo, os funcionários analisam dados como estoque e quantidade de insumos em fazendas do interior do estado e da região Centro-Oeste.

A Giulia trabalha há seis meses no marketing e descobriu um mundo novo.

“Agora eu trabalho com o agro e a tecnologia aplicada à indústria e ao agro. Você tem que desbravar, tem que aprender e tem que ter curiosidade, não tem como”, diz Giulia Muraro

A cadeia do agronegócio envolve pelo menos três etapas. Além do trabalho direto no campo, tem os processos que vêm antes do plantio e depois da colheita. E a maioria das oportunidades de trabalho vem surgindo bem neste segmento, fora das fazendas.

O aumento na oferta de vagas fez o agronegócio brasileiro bater recorde no ano passado, com mais de 28 milhões de pessoas empregadas, 26% do total do país.

É o maior número desde 2012, quando o Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea) começou a fazer esse levantamento. Os chamados agroserviços puxaram o crescimento.

O agro só não contratou mais porque o número de trabalhadores dentro das porteiras caiu.

Especialistas dizem que é um fenômeno que já ocorreu em outros países, por fatores como a mecanização do trabalho e a migração da mão de obra para centros urbanos.

O levantamento mostrou ainda que cresceu o número de empregados no agro com carteira assinada e aumentaram as contratações de funcionários com ensino superior.

Nesta empresa em Rancharia, interior de São Paulo, a soja passa por um processo de limpeza e seleção antes de ser exportada.

No ano passado, o quadro de funcionários aumentou 40%, principalmente em áreas de maior qualificação.