Chuvas “desaparecem” dos cafezais brasileiros e preço do grão sobe em Nova York

O preço do café iniciou outubro da mesma forma que terminou setembro: em forte alta. No primeiro pregão deste mês na bolsa de Nova York, os futuros avançaram 2,41%, com o papel para dezembro cotado a US$ 3,8390 por libra-peso.

Para Antônio Pancieri Neto, da Clonal Corretora do Café, as condições de clima no Brasil – maior exportador mundial de café arábica – e seus impactos para a safra 2026/27 ainda predominam as atenções do mercado.

“As chuvas desapareceram dos mapas. Agora, a primeira quinzena de outubro está indicando forte calor para o parque cafeeiro do Brasil, pode prejudicar a florada, que veio de forma antecipada neste ano”, afirma o corretor.

Ainda segundo ele, o café está recebendo impulso da forte valorização registrada na bolsa de Londres, onde o grão do tipo robusta subiu mais de 4%, devido ao excesso de chuvas que podem prejudicar a colheita no Vietnã, o maior exportador do tipo robusta do mundo.

Diante da atual conjuntura, a perspectiva é de manutenção de preços mais altos para o café no mercado internacional.

“Em Nova York, os contratos estão invertidos, que é quando os papéis com entrega mais longa estão mais caros. Isso reflete a necessidade de pouca mercadoria no curto prazo”, destaca o corretor.